Matéria escrita por: Profº Djailson da Silva

Não importa o quanto nossa vida seja “previsível”, o imprevisto sempre estará presente, seja um simples pneu furado, uma pintura que descascou, uma “pequena” batida no carro, enfim os imprevistos simplesmente acontecem sem dia, nem hora marcada. Iniciei minha trajetória no investimento através da minha mãe que sempre me ensinou a poupar, com toda sua simplicidade sempre me dizia que deveria ter um “colchãozinho no banco”, preferencialmente na poupança por ser “mais seguro”. Hoje felizmente já entendi que poupança não é investimento, mas isso deixemos para uma próxima vez, bem guardei todo aquele dinheiro que havia conseguido economizar desde o início da minha “caminhada de trabalho”, como comecei a trabalhar muito cedo, com sete anos para ser mais específico, tinha um bom dinheiro, pelo menos para os padrões de um “recém adulto”. Daí o que fazer com o dinheiro? A resposta parecia muito óbvia para um rapaz que só andava na Brasília do pai, como passageiro, claro comprar um carro, mas a grana só deu para comprar um fusca bem usado, mas tudo bem, era meu e paguei à vista, tudo bem que após um tempo o carro começou a dar pequenos problemas, literalmente caiu o motor, gastei quase o dobro do valor do carro para conseguir “arrumar” alguns problemas que foram aparecendo, mas enfim o que aprendi com tudo isso? Não importa quanto dinheiro você tenha, não importa quanto você tem poupado, imprevistos sempre irão aparecer e você precisará estar preparado para eles.

Uma pergunta que sempre recebo no meu perfil do Instagram (@financascomdj) é: Quanto preciso deixar investido para minha reserva de emergência (colchão de liquidez)?

A resposta é muito pessoal, pois depende de alguns fatores, se é autônomo, se é funcionário público, se é CLT, enfim uma “regra” para poder ajudar seria, de 3 a 12 meses dos gastos mensais, por exemplo, se meu emprego tem uma boa estabilidade posso deixar investido apenas 3 meses dos gastos mensais para a reserva de emergência, se sou empresário e minha empresa não é tão “autossustentável” assim, ou se estou começando, enfim cada caso precisa ser analisado de forma singular, mas aí vem outra pergunta: Onde devo colocar este dinheiro para emergência?

A resposta é mais simples do que parece, na verdade muitos já fazem isso, de forma errada, mas fazem. Para este fim o capital precisa estar “disponível” e de fácil utilização, sendo assim tempos algumas opções, a mais comum e mais segura seria o Tesouro Direto, o Tesouro Selic tem liquidez diária e ainda atualmente está rendendo 30% acima da poupança (6,5% a.a), outra opção seria um CDB com boa liquidez, porém vale uma ressalva, precisa render pelo menos 100% do CDI, abaixo disso não valerá a pena.

Bom acredito que seja isso, espero realmente ter ajudado de alguma forma a esclarecer algumas dúvidas em relação a “reserva de emergência”, mas mesmo assim se ainda tiver alguma dúvida não deixe de me procurar nas redes sociais e terei o maior prazer em respondê-las.

Um abraço

E bons investimentos